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Archive for the ‘saúde’ Category

Norte de Minas treina técnico para combate da doença de chagas

Written by juliano on Sep 28th, 2008 | Filed under: saúde

A doença

A doença de Chagas é causada pelo Trypanosoma cruzi, um protozoário, e é transmitida de um hospedeiro a outro por insetos. No caso humano, é transmitido pelo barbeiro. O tripanossoma é transmitido no ato de alimentação do inseto. Assim que o barbeiro termina de se alimentar, ele defeca eliminando protozoários e colocando-os em contato com a ferida e a pele da vítima. A doença de Chagas também pode ser transmitida por transfusão sangüínea ou durante a gravidez, de mãe para filho.

A doença de Chagas, descrita por Carlos Chagas em 1909, atinge milhões de pessoas no Brasil, e embora seja difícil sua cura, ela pode ser prevenida. É exatamente buscando a prevenção da doença, que a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em parceria com a Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), promove cursos de capacitação laboratorial em doença de Chagas, com o objetivo de preparar técnicos para a identificação de triatomíneos, popularmente conhecidos como barbeiros, vetores da doença.

No período de 21 a 25 de julho, uma equipe da Fiocruz formada pela pesquisadora Maria Angélica de Oliveira e pelo técnico em Entomologia, João Paulo dos Santos, orienta técnicos de 14 municípios da jurisdição da Gerência Regional de Saúde de Montes Claros (GRS-MOC) na identificação dos Triatomíneos e exame parasitológico do inseto.

O curso acontece na Escola Técnica de Saúde da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), de 8 às 18h. Coordenado por Bernardino Vaz de Melo Azeredo, gerente estadual do Programa de Controle da doença de Chagas, o curso é realizado duas vezes ao ano, em todo o Estado.

De acordo com o Bernardino Azeredo, em Minas Gerais não há registro de casos agudos e nem acontece a transmissão vetorial, mas existem milhares de pessoas que adquiriram a doença há mais de 20 anos. “Como a doença é transmitida pelo barbeiro infectado, o objetivo do curso é exatamente capacitar laboratoristas para classificar o vetor e mantê-lo longe do domicílio. Para isso, é necessário que o município mantenha um controle permanente”, explica o coordenador.

Durante o curso, a pesquisadora Maria Angélica mostra aos técnicos as especificidades dos Triatomíneos e orienta que todos os insetos encontrados próximos ou dentro de casa devem ser analisados, e que seja feita a borrifação de inseticida no local. “Também trabalhamos noções de biologia, ecologia e manutenção de coleções”, completa.

Bernardino Azeredo esclarece que o curso forma agentes multiplicadores para trabalhar no controle da doença de Chagas em seus municípios. “O laboratorista que participa do curso, além de se capacitar na identificação dos Triatomíneos, também está apto a orientar os agentes e técnicos de sua região. O curso é ministrado desde 2001 e os resultados têm sido muito positivos, contribuindo de forma significativa no combate ao inseto”, comemora.

Controle

O coordenador de Epidemiologia da GRS-MOC, João Geraldo de Rezende diz que o controle da doença de Chagas é feito, permanentemente, em todos os municípios do Estado através de técnicos e agentes de saúde. “Apesar da baixa incidência (não há registro de novos casos), a infestação ainda é alta e é preciso um controle permanente para manter o barbeiro longe dos domicílios. Como não é evitável, a SES faz um constante mapeamento em todos os municípios para combater os vetores da doença”, conclui.

De acordo com João Rezende, não existe vacina contra a doença de Chagas, e a melhor maneira de enfrentá-la ainda se dá por meio da prevenção e do controle, combatendo sistematicamente os vetores, mediante o emprego de inseticidas eficazes, construção ou melhoria das habitações para evitar a proliferação dos barbeiros, uso de cortinados nas casas infestadas pelos vetores, controle e descarte do sangue contaminado pelo parasita e seus derivados.


Minas Gerais em Campanha contra o Tabagismo

Written by juliano on Jul 2nd, 2008 | Filed under: saúde

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) foi selecionada para apresentar a campanha anti-tabagismo, desenvolvida com os seus funcionários, no Encontro Nacional de Controle do Tabagismo. O projeto foi escolhido entre aqueles voltados para o público interno como referência nacional. O encontro, realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) no Rio de Janeiro, teve início nessa segunda-feira (30) e prossegue até sexta-feira (4).

A campanha da SES/MG foi lançada em 29 de agosto de 2007 e ainda está sendo desenvolvida. Buscando mobilizar fumantes e não fumantes na luta por um Ambiente sem Tabaco por meio de ações simples e práticas, a campanha conseguiu ser reconhecida entre os servidores e o público externo como um instrumento eficiente de informação e conscientização.

Dividida em quatro fases, envolveu Assessoria de Comunicação Social e a Coordenadoria de Promoção à Saúde.  Na primeira fase realizou uma pesquisa para conhecer o servidor. Na segunda, estão previstos suportes clínico e psicológico aos funcionários em consultórios clínicos e psicológicos, reuniões de terapia em grupo e medicamentos.

A terceira fase ainda não começou, mas terá por objetivo melhorar a convivência entre fumantes e não fumantes por meio de orientações e apoio. Durante a quarta fase, será realizada uma nova pesquisa para descobrir quantas pessoas tomaram a iniciativa de parar de fumar. Ainda como parte da campanha, estão sendo divulgadas duas peças publicitárias de apoio durante todas as fases.

Efetivar espaços de discussão

Reduzir ainda mais o número de fumantes no Brasil. Esse foi o desafio proposto pelo encontro que reúne, até o final da semana, os principais envolvidos com o controle do tabagismo no País.  A tarefa é reforçar a tendência de cessação do tabagismo e convocar os participantes a contribuir ativamente na elaboração das linhas de ação. Por isso a SES/MG foi convidada a apresentar a sua experiência, colaborando com a expansão dos espaços de discussão.

A diretora de comunicação social da SES/MG, Gisele Bicalho, apresentou a campanha na mesa: Comunicação - Uma das ferramentas estratégicas para o controle do Tabagismo. Também participaram da mesa a assessora de Comunicação do INCA, Cristina Ruas; o jornalista e professor da Universidade São Paulo (USP), Wilson Bueno; o diretor do Colegiado Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Antônio Carlos de Oliveira Júnior e Musa Melo, Ouvidora do Ministério da Saúde.

Durante as discussões o professor Wilson alertou sobre o grande poder de convencimento da indústria do tabaco. Ele constatou que a indústria de tabaco é mais competente que o setor saúde quando se trata de comunicação e que essa indústria tem buscado neutralizar a reação anti-tabagismo na mídia. “A indústria vem adotando um discurso de sustentabilidade e de responsabilidade social, com o objetivo de seduzir a opinião pública e a mídia. Quem vende droga e mutila pode ser visto como socialmente responsável?”, questionou.

O diretor do Conasems, Antônio Carlos de Oliveira Júnior, disse acreditar que uma das possibilidades de diminuir o número de fumantes é que a luta contra o tabaco seja regionalizada. “Seria de grande eficácia que os municípios colocassem como meta da PPI a diminuição do número de fumantes no seu município. E que procurassem disponibilizar a campanha em todos os espaços de mídias convencionais ou não convencionais, usando a criatividade para atrair a atenção de todos”, comentou.

Alternativas

As alternativas para reagir a esta contrainvestida da indústria de tabaco estão, segundo o professor Wilson, nas mãos dos segmentos mais esclarecidos da sociedade civil. Para ele é necessário estar atento e impedir que os fabricantes de cigarro associem o tabaco à cultura, ao esporte, ao bem estar e ao sucesso. “É preciso reagir, exigindo medidas que desestimulem os fabricantes, como o aumento do preço final do produto, o aumento da carga tributária e a proibição de fumo em ambientes públicos”, comentou.

Wilson Bueno apontou, também, como alternativas viáveis para impedir o avanço do tabaco entre os jovens, a inclusão da juventude nos debates antitabagismo e a busca de alternativas para os veículos de comunicação comprometidos em não veicular informações que estimulem o vício. Ele considera a web como a melhor estratégia de comunicação atual para inserir os jovens na discussão. “Veículo de grande adesão entre os jovens, e também por ser ágil, barato e não sujeito ao filtro dos grandes interesses das empresas de tabaco, a web aparece como o melhor ambiente para desenvolver estratégias de informações antitabagismo”, afirmou.

As discussões demonstraram como solução, o desenvolvimento de estratégias eficazes de comunicação que estabeleçam uma boa interatividade com o público. “O que queremos é um diálogo franco, pessoas melhores informadas e conscientes, para que possamos construir, juntos, uma sociedade sem fumaça. Para isso é preciso uma reação permanente e vigorosa”, finalizou.


Estado terá que arcar com tratamento para diabetes

Written by admin on May 6th, 2008 | Filed under: notícias, saúde

Um portador de diabetes tipo 1, versão mais grave da doença, terá o tratamento subsidiado gratuitamente pelo Estado de Minas Gerais. Em decisão da Justiça Estadual de Belo Horizonte, o estudante ganhou o direito de receber do Sistema Único de Saúde (SUS) bomba de infusão, insulina e fitas para monitoração de glicemia capilar.

Sem condição financeira para arcar com o tratamento, cujo valor seria de cerca de R$ 15 mil, o jovem entrou com ação judicial para que o Estado garantisse o fornecimento do material e medicamentos contra a doença. A advogada do estudante, Renata Vilhena Silva, disse que a ação teve como fundamento o direito à vida. “O estudante, além de estar fragilmente impossibilitado de levar uma vida saudável, em razão da diabetes que lhe ataca, encontrava-se impedido de obter o tratamento pelo SUS, o qual tem o escopo de atender integralmente as necessidades inerentes à saúde”, explicou.

Ela acrescentou que, caso o estudante não conseguisse na Justiça a bomba de infusão contínua de insulina do governo de Minas, laudos médicos comprovavam que o jovem estaria condenado à morte por não ter dinheiro para custear o tratamento. Ao recusar a liberação para o tratamento, o Estado não tinha a menor idéia da dimensão de sua responsabilidade, pois a manutenção da vida do paciente depende, exclusivamente, do tratamento diabético”, esclareceu a advogada.

Ao ajuizar a ação para pedir tutela antecipada, Renata Vilhena Silva levou em consideração os artigos 196 a 200 da Constituição Federal, que determina ao Estado garantir a proteção de todos. “A Constituição estabelece, no artigo 1º, inciso III, que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade da pessoa humana e, logo a seguir, no caput do art. 6º, estabeleceu que a saúde é um dos direitos sociais consagrados pela Constituição”, defendeu.

Segundo a advogada, para que a tutela antecipada fosse acatada pela Justiça, o risco de dano irreparável do paciente teve que ser devidamente demonstrado. Ela se baseou ainda no fato de que, em função da gravidade da doença, o estudante não poderia esperar a sentença da decisão para começar o tratamento. Além da Constituição Federal, a Lei 8.080/90, que dispõe sobre as Condições para Promoção, Proteção e Recuperação da Saúde, também foi utilizada como argumento na ação judicial.



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