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Archive for the ‘cultura’ Category

Governo de Minas incentiva bandas

Written by juliano on Sep 28th, 2008 | Filed under: cultura, música

A Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, por meio da Diretoria de Informação e Fomento da Superintendência de Ação Cultural, convoca as bandas civis de música do Estado para atualizarem sua documentação. O prazo encerra-se na próxima terça-feira, 30 de setembro. Doação de instrumentos, cursos de reciclagem e encontros de bandas são algumas das ações previstas para o Programa de Apoio as Bandas de Música do Estado de Minas Gerais, que acontecerá no final do ano e que se destina, exclusivamente, às bandas civis. Mais informações pelo telefone (31) 3269 1119, por meio do e-mail dif.sac@cultura.mg.gov.br, ou na sede da Secretaria: Palacete Dantas, Praça da Liberdade, 317, Funcionários, Belo Horizonte/MG - CEP 30140010.

Patrimônio cultural de Minas há mais de 200 anos, as bandas civis de música têm o poder de perpetuar uma tradição típica do Estado. Com 800 agremiações, que reúnem cerca de 30 mil músicos de diversas idades, segundo dados da Secretaria de Cultura, Minas é o Estado com o maior número de bandas registradas. Nos dados da Fundação Nacional de Artes (Funart), do governo federal, Minas possui 447 bandas cadastradas. Esse valor é inferior aos números da secretaria, mas ainda assim Minas possui mais agremiações musicais. Segundo a Funart, São Paulo vem em segundo lugar, com 167 cadastros.

Registro histórico

Além de ter a liderança no volume de agremiações, Minas foi também o berço das bandas de música. Em 1774, em Mariana, um senhor de idade, conhecido como Pedro Novalasco da Costa Athayde, teria regido uma corporação musical identificada como a primeira banda de música que se tem notícia no Brasil.

A precursora agremiação mineira continua a fazer história. Uma das descendentes da banda de Pedro Novalasco é a Corporação Musical São Sebastião de Cláudio Manoel, criada em 1891, em Mariana, e atuante até hoje. Funcionando precariamente, seus arquivos iniciais se perderam no tempo. Como outra instituição desta natureza, viveu períodos de glória, mas também enfrentou fases difíceis e quase acabou, voltando a ser fortalecida em 1976. Com os investimentos do programa de Apoio às Bandas de Música, do Governo de Minas, hoje é uma das grandes expressões da cultura da cidade. Em dezembro de 2006, a banda de Mariana recebeu doação de 13 instrumentos.

De 2005 a maio de 2008 o programa beneficiou 396 bandas, com doação de 4.774 instrumentos em 342 municípios. De 2005 a 2007 o investimento foi de R$ 3,5 milhões. Para 2008 estão previstos R$ 1,750 milhão.

Quem pensa que banda é coisa do passado está equivocado. A Sociedade Musical Lira da Paz, de Ravena, no distrito de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, tem 33 integrantes, que têm de nove a 22 anos. Apenas três músicos são mais velhos - dois têm 50 anos e um tem 80 anos. O maestro Carlos Antônio também é jovem, tem 31 anos. Outro detalhe, a banda existe desde 1902 e foi reformulada em 2000.


Concurso para documentário terá palestras no interior de Minas

Written by juliano on Jun 17th, 2008 | Filed under: cultura

Estão abertas até o dia 11 de julho, próximo as inscrições para os concursos estaduais DOCTV IV, um dos mais bem sucedidos projetos do setor audiovisual brasileiro que vai premiar 35 projetos de documentários neste ano. Minas Gerais selecionará além dos dois prêmios da carteira nacional, mais dois prêmios pela carteira especial - DOCTV MG II. O concurso é promovido pela Associação Brasileira de Emissoras Públicas Educativas e Culturais (Abepec), Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, Rede Minas, Associação dos Amigos do Crav (AACRAV) e Usiminas, com o apoio da Associação Curta Minas/ABD-MG. Cada filme receberá R$110 mil para a sua produção.

A cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, recebe nesta terça-feira (17) os coordenadores do DOCTV em Minas, Aléxis Parrot e Daniela Fernandes, para uma palestra sobre o projeto e tirar as dúvidas dos interessados em se inscrever. O encontro será na Oficina Cultural (Praça Clarimundo Carneiro – Centro), a partir das 19h.

O DOCTV é um programa pioneiro de fomento à parceria entre a TV pública e a produção independente. Ele foi criado em 2003 com o objetivo de promover a regionalização da produção de documentários, articular um circuito nacional de teledifusão através da rede pública de televisão e propor um modelo de negócio que viabilize mercados regionais para o documentário brasileiro. Os 35 projetos premiados nos 26 estados brasileiros, mais o Distrito Federal, receberão:

·Um contrato de co-produção no valor de R$ 110 mil (cento e dez mil reais) para realização de cada documentário;

·Teledifusão nacional dos documentários premiados em horário nobre, em Rede Pública de Televisão;

·Participação dos autores dos projetos de documentário selecionados nos concursos estaduais do DOCTV IV na Oficina para Desenvolvimento de Projetos, que reúne os 35 autores com cinco expoentes do documentário nacional, para debate e aperfeiçoamento dos projetos, antes do início da gravação. Nas edições anteriores essa oficina teve como orientadores os cineastas Geraldo Sarno, Eduardo Coutinho, Eduardo Escorel, Maurice Capovilla, Jorge Bodanzky, Giba Assis Brasil, Cristiana Grumbach, Ruy Guerra e Joel Pizzini;

·Participação dos autores e seus respectivos diretores de produção na Oficina de Desenho Criativo de Produção, que leva os profissionais selecionados nos Concursos Estaduais DOCTV IV a um pitching com dois renomados produtores audiovisuais, para aperfeiçoamento dos desenhos de produção dos documentários, antes do início da gravação.

Já foram viabilizados nove documentários mineiros, desde o início do projeto, sendo dois do DOCTV I, “Mil Sons Geniais” e “O Canto da Araponga”; dois do DOCTV II, “Acidente” e “Reis Negros”; e cinco do DOCTV III, “Metros Quadrados – Construindo Espaços Públicos Temporários”, “Agosto de Minha Gente”, “Oh, de Casa!”, “Vão dos Buracos” e “Memórias e Improvisos de um Tipógrafo Partideiro”.

Os interessados em participar do concurso devem consultar o regulamento e verificar o guia de procedimentos nos sites: www.redeminas.mg.gov.br ou www.cultura.mg.gov.br ou www.curtaminas.com.br


Maria Fumaça de São João Del Rei - Tiradentes

Written by juliano on Jun 17th, 2008 | Filed under: cultura, turismo, vídeos

essa “Baldwins” data de 1919 e a de Numero 68

No ano de 1996 a Estrada de Ferro Oeste de Minas entrou para o Guiness Book como tendo o mais antigo trem de passageiros em funcionamento do Brasil.

Em São João del-Rei, ocupando uma área de 35.000 metros quadrados, encontra-se o maior centro de preservação da memória histórica ferroviária nacional e um dos mais importantes do mundo.

Juntamente com os prédios, a linha férrea até Tiradentes, de bitola de 0,76 metros, onde corre a “Maria Fumaça”, formam o maior conjunto histórico ferroviário dinâmico em todo o mundo. São 12 km de linhas construídas a mais de 100 anos. O lastro (usado em baixo das dormentes) é cascalho rolado e lavado, retirado do fundo do Rio das Mortes.

Criada em 02 de fevereiro de 1878, a companhia ligava a cidade de Sítio (Antônio Carlos) com a navegação fluvial do Rio Grande, em Ribeirão Vermelho, a do Rio São Francisco, na Barra do Paraopeba, contribuindo com a navegação fluvial até Pirapora.

Os vagões são puxados, a uma velocidade de 30 km/hora, pelas antigas locomotivas “Baldwins”;, fabricadas nos Estados Unidos no final do século XIX. No Museu Ferroviário está a primeira locomotiva da EFOM (Estrada de Ferro Oeste de Minas) - a No. 1, com o antigo vagão em que viajou o Imperador D. Pedro II, além de outros veículos de rara beleza, incluindo um vagão fúnebre. Estão também no museu antigos documentos utilizados na ferrovia, ao lado de um acervo histórico de inestimável valor.

No interior da Rotunda, também chamada de coliseu encontram-se 25 linhas ocupadas pelas centenárias “Baldwins”, permanentemente em exposição em seu antigo habitat, junto a uma locomotiva à vapor cortada longitudinalmente ao meio, para demonstrar seu funcionamento.

O prédio da oficina de manutenção de locomotivas ainda funciona com suas mesmas máquinas operatrizes importadas que há mais de um século vem reparando as locomotivas e vagões da EFOM, berço da Superintendência Regional de Belo Horizonte - RFSA/SR 2.



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